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INTRODUÇÃO |
1.
A cirurgia plástica tem um papel importante na harmonização do
corpo com o espírito, na busca do bem-estar e da melhoria da auto-estima,
porém, não deve ser confundida como salvação para insatisfações emocionais.
Esta especialidade cirúrgica tem por finalidade oferecer efeitos mais
harmônicos em regiões específicas do corpo que possam estar fora dos
padrões de proporção e beleza, ou com destacadas marcas determinadas
pela idade.
2.
Convém lembrar que os médicos são respeitados pela qualidade,
pela dedicação e pelo resultado que seu trabalho apresenta. Nesse
particular, a cirurgia plástica não difere das demais especialidades.
Como todo procedimento cirúrgico, a cirurgia plástica não é livre
de riscos, e seus resultados podem ser limitados, conforme a extensão
e a complexidade dos problemas existentes. Medidas obrigatórias de segurança
reduzem os riscos operatórios e anestésicos. Apesar desses cuidados,
problemas no trans-operatório ou no pós-operatório podem ocorrer. Na
ocorrência de algum problema, esteja ele dentro ou fora do controle
médico, sofrem tanto o paciente como o médico e, nessa situação, tudo
será feito para que não haja conseqüências irreparáveis. É importante
entender que o médico tem sempre a intenção e a obrigação de ajudar o
paciente dentro dos limites dos conhecimentos científicos atuais. Mas a
ciência ainda não permite que se faça uma cirurgia sem uma margem de
risco.
Alguns problemas, para serem resolvidos, podem exigir mais de
uma cirurgia. Retoques necessários para a melhoria da qualidade, devem
ser levados em consideração. Existem alguns fatores na evolução da cirurgia
que não dependem da atenção única do cirurgião e, portanto, não lhe
é possível garantir resultados. É de conhecimento geral que o corpo
humano não apresenta simetria, sendo portanto inviável
cirurgicamente de se proceder essa igualdade, o que é tentado, porém
nem sempre conseguido. O ser humano permite uma grande diversificação
no tipo de cicatrizes, cujo aspecto pode variar nas diferentes regiões
do corpo e também de acordo com a tensão local, a idade do paciente,
espessura e textura da pele, as influências hereditárias e hormonais,
sem que o cirurgião possa interferir nesses fatores. É
importante lembrar que subseqüentes intervenções cirúrgicas sempre serão
realizadas em condições menos favoráveis do que a primeira, visto já
existir no local alterações anatômicas. Aceite as cicatrizes como
uma conseqüência e pondere quanto à conveniência de poder vir a conviver
com elas após a cirurgia. Caso venha a ser necessário, colabore com
o seu médico para que possam ser feitas as correções indicadas aguardando
o período adequado. Toda cirurgia deixa uma cicatriz que poderá ser
visível. A cirurgia plástica “não apaga cicatrizes”: apenas procura
deixá-las menos aparentes. Convém ressaltar que nos procedimentos cirúrgicos é sempre prudente
tirar menos menos tecido. Isso permitirá que, em eventuais
retoques, o resultado seja mais natural. O inverso poderá
trazer problemas de difícil solução. Deve também ficar registrado
e esclarecido que os retoques operatórios, se necessários, não serão
cobrados pelo cirurgião, nem por assistentes e anestesistas, quando
realizados no período de até um ano após a primeira cirurgia e bem caracterizados
como reparos cirúrgicos. Caberá a ele, no entanto, pagar as despesas
hospitalares e laboratoriais. Isso é tradicionalmente aceito e deve
ser compreendido por todos.
Conscientize-se e obedeça criteriosamente as orientações pré e
pós-operatórias dadas por seu médico, pois de um bom comportamento do
paciente depende o bom resultado de uma cirurgia.
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