Cirurgia de aumento de mama

INFORMAÇÕES SOBRE CIRURGIA DE AUMENTO DE MAMAS

Ter mamas de maior volume é um desejo natural entre mulheres portadores de mamas pequenas. O aumento do volume mamário recompõe as proporções do tronco com o quadril e oferece certa tranqüilidade psicológica, pela melhoria da imagem. A mamoplastia de aumento pode ser realizada em qualquer idade, após o desenvolvimento completo das mamas. Uma candidata a esse tipo de cirurgia deve estar emocionalmente madura e conhecer todos os prós e contras que a cirurgia oferece.


CONSIDERAÇÔES

A paciente deve discutir minuciosamente com seu médico as dimensões que gostaria de ter nas mamas. Isso ajuda na definição do tamanho das próteses a serem colocadas. Esses esclarecimentos serão dados pelo médico, durante a consulta. Nos casos em que as mamas estejam caídas (aréolas e mamilos voltados para baixo) normalmente realiza-se uma cirurgia combinada, para elevar o complexo aréolo-mamilar, e, ao mesmo tempo, inserir a prótese que aumantará o volume das mamas. É importante saber que próteses de silicone não determinam câncer nas mamas, nem interfirem na lactação e não impedem a realização posterior de mamografias. Na maioria dos países, inclusive no Brasil, o uso de próteses de silicone é permitido, com o aval da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e do Conselho Federal de Medicina e da ANVISA.


HOSPITALIZAÇÃO / ANESTESIA

A cirurgia pode ser do tipo "day clinic", isto é, a paciente entra no hospital pela manhã e sai à tarde. Excepcionalmente aconselha-se passar a noite no hospital. A anestesia é geral ou local com sedação. A cirurgia dura em média duas horas devendo-se considerar a preparação pré e pós – anestésica.


PÓS-OPERATÓRIO

Terminada a cirurgia, a paciente permanecerá no hospital as horas necessárias ou mesmo poderá passar ali à noite. Deverá ficar deitada de costas, com a cama ligeiramente elevada, movimentando pernas e braços livremente. A mesma estará vestida com um sutiã, que deverá usar de acordo com as instruções do médico. A cicatriz terá em média 5 centímetros de comprimento. Será vermelha, e dura por um período de 6 meses, e levarão outros 6 meses para ficar com o aspecto de uma linha, caso a paciente tenha uma boa cicatrização. Seu médico irá orientá-la sobre os problemas, como inchaço, dor, equimoses, curativos, uso do sutiã, etc.


VOCÊ DEVERÁ

· Dormir de lado ou de costas.
· Manter o sutiã dia e noite, até a liberação médica.
· Banhos de chuveiro após o 1º curativo, ou de acordo com a orientação médica.
· Retomar a atividade profissional após o 3º dia, desde que não exija esforço físico.
· Massagear as mamas a partir do 10º dia, de acordo com as orientações médicas.
· Dirigir automóvel a partir do 30º dia.
· Movimentos de deitar-se, levantar-se, pentear os cabelos, vesti roupas (mesmo pela cabeça) e higiene pessoal estão liberados no dia seguinte da cirurgia.


O QUE SE PODE FAZER E O QUE ACONTECERÁ APÓS A PRIMEIRA SEMANA

· O uso do sutiã especial é obrigatório por 30 dias; após esse período pode ser substituído pelo sutiã normal.
· Após a 2ª semana podem ser retomadas as caminhadas. Esportes mais vigorosos, como musculação, tênis, hipismo, etc., após a 10ª semana e de acordo com a orientação médica.
· Após 04 semanas ficam liberados banhos de sol, de piscina e de mar, sem exposição da cicatriz, e com uso de protetor solar.
· Por 4 semanas as mamas poderão estar doloridas, mas essa sensação irá diminuir gradativamente, até desaparecer. A paciente deve comunicar ao médico alterações de qualquer natureza, caso venham a ocorrer nesse período.
· A diminuição do inchaço se estabilizará após o segundo mês.

* Atenção: Nos casos de cirurgia combinada de prótese e mastopexia (modelagem das mamas com elevação de aréolas e mamilos), haverá uma cicatriz em forma de L ou de um T invertido e ao redor da aréola. A rotina de volta às atividades habituais, profissionais e esportivas será diferente daquela indicada quando houver somente a inclusão de prótese. Neste caso, a recuperação e os cuidados serão semelhantes aos indicados para a mamoplastia de redução e/ou mastopexia.


FORMAÇÃO DE CÁPSULA FIBROSA

Nosso organismo reage de maneira similar no sentido de expulsar qualquer material nele introduzido. Não podendo fazê-lo com a prótese, o corpo cria uma cápsula fibrosa, para isolá-la completamente do seu contato. Não há data para o processo iniciar-se, podendo ocorrer a formação de uma cápsula fina, não – perceptível ao tato, ou espessa dando um aspecto artificial.


INTERCORRÊNCIAS

Complicações imediatas, felizmente raras, são o acúmulo de sangue (hematoma) dentro da mama, que exige drenagem imediata, e a infeção. Esta pode ocorrer tardiamente. É possivelmente ocasionada por um êmbolo séptico (bacteriano) procedente do próprio corpo da paciente, que, ao cair na circulação sangüínea, atinge a prótese, determinando sua infeção. São consideradas intercorrências a formação de cápsula fibrosa ao redor das próteses nos seus variados graus, a ruptura tardia da prótese, a atrofia da glândula mamária e do tecido gorduroso adjacente em face da compressão continuada da prótese nesses tecidos e a ptose (queda) das mamas com o passar dos anos, além de cicatrizes que poderão ser hipertróficas ou quelóidianas. Recomenda-se no pós-operatório, a realização de drenagem linfática, que propiciará uma melhor evolução pós-cirúrgica.


LONGO PRAZO

A mastoplastia de aumento pode não ser para toda a vida. Ocorrem alterações de forma e volume em função das alterações cicatriciais por parte do corpo em torno das próteses. Pode haver a necessidade de nova cirurgia para tentar resolver o problema da cápsula que envolve a prótese, e até mesmo para sua retirada definitiva. Existe ainda a possibilidade de troca das próteses por outras de maior ou de menor volume. Enfim, é preciso estar psicologicamente preparada para acontecimentos que não dependem do ato operatório realizado e sim das condições como o organismo reage a prótese. É preciso lembrar que, embora sendo o que de melhor existe para esse fim, a prótese não é ainda a melhor coisa para nosso corpo. Como muitas cirurgias, esta operação não recebe os benefícios do seguro – saúde. A paciente deverá arcar com todos os gastos. Não serão cobrados honorários por qualquer ato que implique a intervenção do médico e equipe no prazo de 1 ano após a cirurgia, porém os gastos hospitalares e a compra de novas próteses correrão por conta da paciente. Decorrido 1 ano da 1ª cirurgia, os honorários passarão a ser cobrados normalmente.


FUMO E MEDICAMENTOS

Pacientes fumantes devem suspender esse hábito pelo menos 30 dias antes e depois da cirurgia, pois o fumo prejudica a circulação cutânea e dificulta a cicatrização, levando à formação de necroses de pele. O uso de aspirina, fórmulas ou medicamentos para eliminar o apetite, e de alguns tipos de antiinflmatórios deve também ser suspenso pelo menos 30 dias antes da cirurgia, por causarem aumento de sangramento. Recomenda-se no pós-operatório, a realização de drenagem linfática, que propiciará uma melhor evolução pós-cirúrgica.



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