Cirurgia de redução de mama

INFORMAÇÕES SOBRE CIRURGIA DE REDUÇÃO DE MAMAS

Mastoloplastia redutora" é o nome dado à cirurgia de diminuição do volume das mamas, visando sempre o conforto pela eliminação dos excessos de peso. "Mastopexia" é o nome da cirurgia para mamas ptosadas (caídas), no sentido de reposicioná-las, sem diminuir seu volume. A quase - totalidade das mastoplastia redutivas são combinadas com a mastopexia. A totalidade das mulheres apresenta mamas diferentes, na forma e no volume. É importante compreender que, depois de operadas, as mamas nem sempre ficam iguais, devendo haver portanto uma tolerância a essa assimetria. Convém esclarecer que a mamoplastia constitui uma das mais difíceis cirurgias da especialidade. É sempre difícil fazer cirurgicamente uma mama tomar a sua forma cônica natural, e mais difícil fazer a outra ficar idêntica. A própria natureza não consegue isso! As cirurgias de redução das mamas sempre deixam cicatrizes, cuja forma e comprimento variam de acordo com a técnica empregada, o volume e os excessos de pele e de gordura existentes. Atualmente as técnicas usadas para a redução das mamas deixam em sua maioria uma cicatriz na forma de um L ou de um T invertido. A cicatriz adquire aspecto aceitável. Menos freqüentemente, a cicatriz sofre um alargamento, tornando-se grossa. As cicatrizes estão relacionados à qualidade da pele e não ao modo como foi realizada a sutura. Muito raramente retira a sensibilidade dos mamilos o que poderá ser temporário.Operações de jovens estão indicadas, de acordo com o tipo de problema existente, e a completa formação mamária. O volume das mamas resultante de uma mastoplastia, deve ser sempre compatível com o corpo da paciente e dentro das possibilidades.


HOSPITALIZAÇÃO / ANESTESIA

O tempo de permanência no hospital para a mamoplastia redutora ou mastopexia é de em media um dia, podendo a cirurgia ser do tipo day clinic, isto é, a paciente entra pela manhã e sai à noite. O ato operatório dura +/- 2 horas, e a paciente pode permanecer no centro cirúrgico mais 2 horas além desse tempo, considerando o período gasto no pré e pós – operatório, até que esteja em condições de voltar ao seu quarto. A anestesia geral é a mais indicada.


CICATRIZES

Além da cicatriz ao redor da aréola, haverá uma vertical, saindo da parte inferior da aréola e atingindo o sulco inframamário, e outra horizontal, situada no sulco mamário, tomando o conjunto o aspecto de um T invertido. A cicatriz pode ainda ter a forma de um L, ou ser somente vertical. Cada técnica tem sua indicação e lhe será apresentada pelo médico. Como toda cicatriz, ela adquire, por um período de 6 meses, a cor avermelhada e a textura de um cordão. Em 12 meses deverá estar natural. Existem outros aspectos menos estéticos: a cicatriz pode ter a cor castanha, ser larga ou, até mesmo, formar quelóide. Não há como prever a cicatrização, particularmente nas pacientes que não tem cicatriz prévia e às vezes numa mesma mama a cicatriz pode se apresentar excelente num segmento e desgraciosa no outro.


PÓS – OPERATÓRIOS

1. A paciente sai da sala de cirurgia com um curativo simples, coberto por um sutiã de lycra. A troca desse curativo será realizada pelo médico e a seu critério. O sutiã deverá ser usado por 60 dias, sendo permitida a sua remoção na hora do banho. Posteriormente poderá ser substituído por sutiã comum. Durante esse período poderá ser ocasionalmente dispensado seu uso por algumas horas.

2. Nas primeiras 6 semanas após a cirurgia a paciente deverá dormir de costas. Somente após 3 meses ficará liberada para dormir de bruços.

3. Quase toda a sutura é realizada por baixo da pele e os pontos não precisarão ser retirados: o organismo se encarregará de absorvê-los. Os pontos externos serão retirados em torno do 10º dia do pós-operatório.

4. Por semanas as linhas de sutura da pele ficarão recobertas por um esparadrapo de papel (micropore), que será trocado periodicamente, tomar banho com os esparadrapo é permitido. Aconselha-se usar creme hidratante nas mamas, para melhorar o aspecto ressecado da pele, devido aos anti-sépticos utilizados durante a cirurgia.

5. Banho de chuveiro molhando as mamas são permitidos a partir da troca do 1o curativo.

6. Os movimentos dos braços poderão ser realizados com cuidado, conforme orientação médica. Após 15 dias não haverá restrições à vida social. O retorno ao trabalho poderá ser liberado de acordo com a atividade profissional. Discuta com o médico esses detalhes.

7. Dirigir carros, dentro das necessidades normais do dia–a–dia, fica liberado 60 dias após a cirurgia, salvo restrições médicas.

8. Atividades esportivas (caminhadas, esteira, bicicleta) ficam proibidas, sendo liberadas após 8 semanas. Esse período variará de acordo com o tempo de recuperação de cada paciente.

9. Banhos de sol serão tolerados após 12 semanas.

10. Ocasionalmente a paciente poderá sentir “pontadas” dolorosas durante algumas semanas, principalmente no período pré–menstrual. Isso é normal. Entretanto, se a dor for forte e continuada, havendo febre, vermelhidão na pele das mamas, ou secreção na linha de sutura, o médico deverá ser chamado imediatamente.

11. A atividade sexual deve ser evitada por 3 semanas. Após esse período, fica liberada, dentro de certos critérios, para que não venha a sentir dores.


INTERCORRÊNCIAS

Intercorrências são detalhes que surgem no período pós-operatório, são exemplos: equimoses, pequenos hematomas que não precisam ser drenados, eliminação de pontos internos, deiscência de pontos que não requer nova sutura, etc. Felizmente as complicações, que exigem pronta e continuada intervenção do médico, são raras. São exemplos destas: infecção, grande deiscência de pontos, necrose de pele, grandes hematomas que precisam ser drenados, etc. Em qualquer dessas eventualidades é fundamental manter a calma, deixando aos cuidados do cirurgião a resolução do problema. Familiares e amigos nada poderão fazer além de dar palpites, nem sempre corretos, isso faz aumentar a angústia, gerando dúvidas e insegurança. Continuar confiando no médico é ainda o melhor caminho.


EVOLUÇÃO A LONGO PRAZO

A mamoplastia redutiva e a mastopexia não são cirurgias para o resto da vida. A qualidade dos resultados sofre contínuas alterações ao longo dos anos. Alguns fatores interferem a médio e a longo prazo no resultado. São eles: idade, variação do peso do corpo, qualidade da pele, hormônios, gravidez, lactação, quantidade de glândulas e de gordura nas mamas. O médico não tem condições de prever esse tempo.Retoques na mamas, em virtude de intercorrência e outros problemas, são indicados a partir do 6º mês após a operação. A equipe médica nada cobrará, porém as despesas hospitalares e laboratoriais correrão por conta da paciente. Retoques realizados depois de 1 ano da cirurgia serão cobrados normalmente pela equipe médica, de acordo com a extensão da cirurgia.


FUMO E MEDICAMENTOS

Pacientes fumantes devem suspender esse hábito pelo menos 30 dias antes e depois da cirurgia, pois o fumo prejudica a circulação sangüínea e dificulta a cicatrização, levando até mesmo à necroses de pele. O uso de aspirina, fórmulas ou medicamentos para eliminar o apetite, e de alguns tipos de antiinflamatórios deve também ser suspenso pelo menos 30 dias antes da cirurgia, por causarem aumento de sangramento. Recomenda-se no pós-operatório, a realização de drenagem linfática, que propiciará uma melhor evolução pós-cirúrgica.



Voltar

Caio Pereira Neto - Av. Santos Dumont, 263 - Aflitos, Recife - PE.
Fone/Fax : (81) 3241.3333

Website desenvolvido pela Unu Soluções