Cirurgia de rugas

INFORMAÇÕES SOBRE CIRURGIA DE RUGAS FACIAIS

“Ritidectomia”, “ritidoplastia” ou “facelifting” é o nome dado a cirurgia que procura amenizar a flacidez e as rugas da pele da face e pescoço. Como resultado, a face adquire um aspecto mais jovial e a pele fica mais lisa, fazendo a pessoa parecer mais jovem. Ao contrário das notícias comumente veiculadas pela imprensa leiga, em reportagens muitas vezes fantasiosas, essa cirurgia não elimina todas as rugas. Não existe procedimento que atinja esse resultado. Essa é uma observação muito importante para evitar interpretações errôneas por parte dos pacientes e não criar expectativa de algo que não vai ocorrer integralmente.


INDICAÇÃO

A ritidoplastia está indicada quando há envelhecimento facial provocando excesso de pele e rugas. A cirurgia melhora esses problemas, sem entretanto corrigir os excessos de pele e bolsas de gordura das pálpebras, ou os vincos ao redor da boca. A qualidade do resultado da cirurgia e também a sua duração dependerão de fatores, bem como a idade, os hábitos da paciente, e as possíveis variações do corpo, o meio ambiente, etc. De acordo com os problemas existentes, o médico dará também informações e orientações sobre procedimentos cirúrgicos combinados, como cirurgia do nariz, cirurgia das pálpebras, de aumento do queixo, etc., entretanto a decisão sobre o que fazer será exclusivamente da paciente. A faixa etária mais comum para se submeter à ritidoplastia é após a década dos 40 anos. Nada impede, porém, que pessoas numa faixa mais avançada possam ser operadas pela primeira vez, ou repetir a cirurgia. É importante compreender que o envelhecimento ocorre de maneira irregular nos diversos setores da face. Os sulcos ao lado da boca podem ser muito pronunciados, enquanto a fronte parece normal, sem rugas. Quanto mais idosa for a paciente, menor será o tempo de duração dos efeitos da cirurgia. O mesmo ocorre com pacientes portadoras de pele seca e quebradiça. Ao contrário, aquelas com pele gordurosa e espessa obtêm resultados e efeitos mais duradouros. O fenômeno de envelhecimento é continuo e inexorável. Os efeitos da cirurgia vão se apagando de maneira variada de pessoa a pessoa, em função dos fatores já mencionados, porem a pessoa estará sempre melhor na aparência do que se nunca tivesse sido operada. É importante compreender que a ritidoplastia não deve interferir na expressão fisionômica, mas unicamente atuar sobre a pele, no sentido de retirar os excessos existentes e tentando reposicionar as estruturas ptosadas.


HOSPITALIZAÇÃO / ANESTESIA

O tempo de permanência no hospital é de em média 24 horas. Durante esse período não há nenhuma restrição quanto à alimentação. No leito recomenda-se manter o tronco elevado. O tempo de cirurgia varia em torno de 4 horas. Deve-se sempre considerar um tempo maior de permanência no centro cirúrgico (aproximadamente 2 horas) em função do período que antecede a cirurgia para a preparação da anestesia e os cuidados após seu final. A anestesia é geral, ou local combinada com sedação. Em ambos os casos há sempre controle das condições clínicas com monitores que registram pulso e pressão sangüínea, e as condições gasosas, permitindo avaliação do estado geral da paciente. O anestesista permanecerá na sala durante todo o tempo que durar a cirurgia e a anestesia, e o paciente poderá ficar um tempo na sala de recuperação pós-anestésica.


CIRURGIA E CICATRIZES

Antes do início da cirurgia, algumas pequenas áreas do couro cabeludo serão raspadas, onde serão feitas as incisões. A parte raspada do couro cabeludo representa o segmento a ser ressecado. Assim feita a sutura, os cabelos se juntarão novamente. As cicatrizes no couro cabeludo, ficarão camufladas. Existem casos, porém, de pacientes com cabeleira escassa, em que não há como impedir que os cabelos fiquem mais rarefeitos, sendo necessário fazer penteados especiais para cobrir as áreas operadas. As cicatrizes serão de cor rósea em média entre o 6º mês do pós-operatório e 01 ano. A quem usa tintura, recomenda-se o tingimento habitual dos cabelos 6 dias antes da cirurgia, uma vez que só poderá ser feito novamente após 6 semanas.


PÓS–OPERATÓRIO

1. Ao final da cirurgia poderão ser aplicados drenos e um curativos que envolve a cabeça e o pescoço, deixando os olhos, o nariz e a boca descoberto. Os drenos se colocados serão retirados a critério médico.

2. Recomenda-se dormir com a cabeça elevada durante a primeira semana, a elevação ajuda a diminuir os inchaços e as equimoses, facilitando a drenagem.

3. Após a retirada do curativo em torno de 24h a 36h os cabelos devem ser lavados com xampu, lavando-se as áreas em que houver pontos. As crostas de sangue devem ser removidas, para evitar infecção. Para isso, recomenda-se esfregar bolas de algodão embebidas em óleo, em todos os pontos em volta das orelhas e no couro cabeludo, essa limpeza deve ser feita duas vezes ao dia, e as crostas de sangue irão se soltando naturalmente. Não se deve forçar as crostas mais resistentes.

4. Os pontos na frente das orelhas serão retirados em torno do 10º dia. Os pontos atrás das orelhas e os do couro cabeludo, em torno do 15º dia.

5. Nas três primeiras semanas após a cirurgia, deve-se tomar cuidado com o vestir de blusas, evitando tracionar o lóbulo da orelha.

6. Após o 30º dia o inchaço começa a regredir, bem como, as equimoses mais escuras atenuam-se em torno de três semanas, podendo variar de acordo com cada organismo.

7. Cremes hidratantes ou nutritivos, podem ser usados a partir do 30º dia, evitando as áreas das cicatrizes.

8. Certa insensibilidade e “dureza” na pele ao redor das orelhas e no pescoço não devem ser motivo de preocupação. São reações cicatriciais naturais. As características normais da pele nessas regiões voltarão em torno do 6º mês após a cirurgia.

9. Quando a fronte é operada, é normal ocorrer uma pequena queda de cabelos na área do corte no couro cabeludo. Essa queda é temporária e não deve preocupar: haverá normalização dos cabelos nesse local em torno do 6º mês.

10. Atividades físicas e esportivas serão liberadas de acordo com a orientação médica e a evolução pós-operatória.

11. Banho de sol são facultativos após o 6° mês. Devem, porém, ser evitados períodos longos de exposição ao sol e a pele deve ser protegida com creme protetor. Banhos de piscina e de mar serão permitidos de acordo com a orientação médica.


DETALHES IMPORTANTES

Decorridos de 06 meses a 01 ano da operação, pequenos retoques (se necessários), poderão ser indicados. A cirurgia nunca é realizada dentro da medida do exagero, para evitar efeitos que possam levar a alterações fisionômicas. É sempre mais fácil retirar algo posteriormente do que recolocar o que tenha sido tirado em excesso. Isso não significa que a cirurgia não tenha sido realizada corretamente. Faz parte do programa de tratamento e da prudência. Os retoques ou complementações não serão cobrados pela equipe médica se realmente caracterizados como retoque e no período de 06 meses até 01 ano após a cirurgia. Caberá à paciente pagar as despesas hospitalares e laboratoriais. Pequenas lesões neurológicas poderão ocorrer, acarretando alterações na mímica facial, na maioria das vezes são temporárias, e podem requerer tratamento fisioterápico ou regredirão espontaneamente. * Recomenda-se no pós-operatório, a realização de drenagem linfática, que propiciará uma melhor evolução pós-cirúrgica.


FUMO E MEDICAMENTOS

Pacientes fumantes devem suspender esse hábito pelo menos 30 dias antes e depois da cirurgia. Pois o fumo prejudica a circulação cutânea e dificulta a cicatrização, levando até mesmo à formação de necroses de pele. O uso de aspirina, fórmulas ou medicamentos para eliminar o apetite, e de alguns tipos e antiinflamatórios deve também ser suspensos pelo menos 30 dias antes da cirurgia, por causarem aumento de sangramento. Recomenda-se no pós-operatório, a realização de drenagem linfática, que propiciará uma melhor evolução pós-cirúrgica.



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