Introdução

A cirurgia plástica tem um papel importante na harmonização do corpo com o espírito, na busca do bem-estar e da melhoria da auto-estima, porém, não deve ser confundida como salvação para insatisfações emocionais. Esta especialidade cirúrgica tem por finalidade oferecer efeitos mais harmônicos em regiões específicas do corpo que possam estar fora dos padrões de proporção e beleza, ou com destacadas marcas determinadas pela idade.

Convém lembrar que os médicos são respeitados pela qualidade, pela dedicação e pelo resultado que seu trabalho apresenta. Nesse particular, a cirurgia plástica não difere das demais especialidades. Como todo procedimento cirúrgico, a cirurgia plástica não é livre de riscos, e seus resultados podem ser limitados, conforme a extensão e a complexidade dos problemas existentes. Medidas obrigatórias de segurança reduzem os riscos operatórios e anestésicos. Apesar desses cuidados, problemas no trans-operatório ou no pós-operatório podem ocorrer. Na ocorrência de algum problema, esteja ele dentro ou fora do controle médico, sofrem tanto o paciente como o médico e, nessa situação, tudo será feito para que não haja conseqüências irreparáveis.

É importante entender que o médico tem sempre a intenção e a obrigação de ajudar o paciente dentro dos limites dos conhecimentos científicos atuais. Mas a ciência ainda não permite que se faça uma cirurgia sem uma margem de risco. Alguns problemas, para serem resolvidos, podem exigir mais de uma cirurgia. Retoques necessários para a melhoria da qualidade devem ser levados em consideração. Existem alguns fatores na evolução da cirurgia que não dependem da atenção única do cirurgião e, portanto, não lhe é possível garantir resultados. É de conhecimento geral que o corpo humano não apresenta simetria, sendo, portanto inviável cirurgicamente de se proceder essa igualdade, o que é tentado, porém nem sempre conseguido.

O ser humano permite uma grande diversificação no tipo de cicatrizes, cujo aspecto podem variar nas diferentes regiões do corpo e também de acordo com a tensão local, a idade do paciente, espessura e textura da pele, as influências hereditárias e hormonais, sem que o cirurgião possa interferir nesses fatores. É importante lembrar que subseqüentes intervenções cirúrgicas sempre serão realizadas em condições menos favoráveis do que a primeira, visto já existir no local, alterações anatômicas. Aceite as cicatrizes como uma conseqüência e pondere quanto à conveniência de poder vir a conviver com elas após a cirurgia. Caso venha a ser necessário, colabore com o seu médico para que possam ser feitas as correções indicadas aguardando o período adequado. Toda cirurgia deixa uma cicatriz que poderá ser visível. A cirurgia plástica “não apaga cicatrizes”: apenas procura deixá-las menos aparentes. Convém ressaltar que nos procedimentos cirúrgicos é sempre prudente tirar menos tecidos. Isso permitirá que, em eventuais retoques, o resultado seja mais natural. O inverso poderá trazer problemas de difícil solução.

Deve também ficar registrado e esclarecido que os retoques operatórios, se necessários, não serão cobrados pelo cirurgião, nem por assistentes e anestesistas, quando realizados no período de até um ano após a primeira cirurgia e bem caracterizados como reparos cirúrgicos. Caberá a ele, no entanto, pagar as despesas hospitalares e laboratoriais. Isso é tradicionalmente aceito e deve ser compreendido por todos. Conscientize-se e obedeçam criteriosamente as orientações pré e pós-operatórias dadas por seu médico, pois de um bom comportamento do paciente depende o bom resultado de uma cirurgia.

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